Eu amo uma pessoa. De verdade! Do fundo do meu coração eu admiro e sou apaixonada por alguém. Mil coisas aconteceram e uma amizade se transformou em namoro e anos depois mais mil coisas aconteceram, nos separamos, voltamos, nos separamos e cá estamos nós. Enroladas.
A questão é que existe um assunto... um assunto que eu morro de medo de tocar. Tenho medo da reação que o assunto pode acarretar.
Sinceramente, não existe nada além dela que eu pense nas últimas semana que ficamos separadas. Não teve ser humano que tirasse ela da minha cabeça. E mesmo depois de pensar muito, ver onde errei, ver onde ela errou, ver onde NÓS erramos... ainda tem muita coisa para se conversar... e muitas feridas a serem curadas.
Por mais que eu negue para alguns, é nela que eu penso quando acordo, quando procuro mensagens no meu celular, é ela que eu procuro no MSN e até na hora de ir dormir ela povoa meus pensamentos... E mesmo assim eu não sei se sou capaz de fazer ela acreditar nisso tudo. Nem tenho coragem de tocar nesse assunto que me faz sentir borboletas no estômago de tanto nervosismo....
Só consigo pensar em uma coisa. O que quer que eu faça, onde quer que eu vá... existem vestígios nossos lá. A dor é enorme. Gigante, para ser sincera. A tristeza só não é constante porque não me deixo ser vencida por ela.
Meus sentimentos por ti foram e são os mais sinceros. O medo de te deixar é maior do que qualquer coisa que já senti. Tenho raiva ao saber dos teus planos. Nada que me falam me parece plausível e te vejo a mercê de tantas coisas. Queria poder te cuidar, mas não posso.
Se separar de alguém que significou tanto na vida é uma parte difícil, mas dizem que faz parte e que a dor passa. E isso não quer dizer que os sentimentos acabaram. Só quer dizer que uma etapa foi superada.
Ainda te amo, é isso que quero dizer. Mas nem sempre o amor traz a felicidade.
Me vejo com as mãos no rosto, pensando em ti cada vez que o tempo me permite parar para pensar. Deito, assisto a um filme e não consigo me concentrar... culpa tua. Culpa minha. Culpa de ninguém.
Minha casa é simples. Não é bem localiza, fica meio longe de tudo, mas é a minha casa e eu gosto. O refúgio mais certo que existe. Dificilmente está vazia mas é ainda mais impossível me sentir confortável lá dentro. Talvez sejam todos esses meus segredos, estou quase convencida de que preciso inventar uma boa história. Fazer eles felizes dizendo que, sim, tenho um namorado. Foda-se que isso seja mentira. Foda-se que eles não saibam que sou gay.
É ainda mais difícil ficar encarando marcação serrada. Ouvir indiretas de que vou ficar sozinha pra sempre ou algo do gênero. Também não aguento mais os comentários preconceituosos e mesmo assim não posso dizer nada. Se eu realmente inventar essa tal história, vai ser mais difícil rebater essas asneiras que ouço diariamente.
E agora? Fujo ou enfrento?
Pra onde quer que eu corra vai dar trabalho... E voltar pra casa talvez não seja mais tão fácil.
Tem dias que por mais longe que eu vá, nunca é o suficiente.
Nessas horas eu penso em seguir meus sonhos,
jogar tudo pro alto e mandar a merda todos que disserem pra eu fazer o contrário.
Simplesmente pegar uma avião qualquer. Ir para lugar nenhum.
Mais difícil que isso é encher os pulmões de ar e as pernas de coragem.
Andar em linha reta e não olhar pra trás.
Melhor. Uma mochila cheia de coisas inúteis, o carrinho debaixo do braço
e uma certeza: se tudo der errado eu vou pelo menos dizer que tentei.
Não, não... para com isso. Chega. Não adianta ir pro Japão. As coisas vão continuar iguais.
O que precisa mudar esta dentro de mim e tudo o que eu preciso, nas minhas mãos.
Como num suspiro os dias passaram e eu nem vi. Contigo tudo flui mais rápido. Não sei até que ponto isso é bom, mas no dia seguinte sempre trago sorrisos mais largos e um coração encharcado de sentimentos.
Acabei de ouvir uma música que lembra muito a nossa música. Sabe aquela que no começo do namoro me fazia ter arrepios só de pensar em ti cantando para mim? Essa! A diferença é que o sentimento daquela época era de expectativa por algo que eu ainda não conhecia. Agora é diferente. Eu ouço e as esperanças se renovam. Acredito em nós duas. Te quero por perto. Não me deixa, por ti eu assumo meus sentimentos para o mundo inteiro se for preciso.
Ontem uma promessa de mudança aconteceu na sociedade onde eu vivo. O Supremo Tribunal Federal aprovou por unanimidade a legalidade do casamento entre homossexuais e garantiu direitos integrais. Ou seja, pessoas do mesmo sexo poderão constituir uma família e serão reconhecidas pelo Estado. Isso acarreta em direitos iguais entre homossexuais e heterossexuais. Todos nós vamos ter direito de dividir bens, herança, Previdência, entre outras questões.
Bem, eu vinha esperando esse resultado e acompanhando o processo todo pela internet já havia um tempo. Pensei que dia 4, quarta-feira, eu saberia o resultado, porém, o STF adiou a votação. Ontem dia 5 de maio veio o resultado e a tão esperada aprovação. Entrei na internet eufórica para ver o resultado. Meu pai sentado no sofá assistia ao telejornal e minha mãe em frente a porta da cozinha fumava um cigarro. Entre eles eu me encontrava sentada em uma cadeira com o computador no colo.
Minha mãe sabia o que eu procurava nas páginas de notícias da internet e a cara dela era de indiferença. O meu pai parecia em outro planeta, nem ai para o que eu estava vendo no computador. No mesmo momento que eu li o resultado, abri um sorriso no rosto. Foi como encontrar uma luz no fim do túnel. Nem Bolsonaro, nem ninguém estava conseguindo impedir a evolução da sociedade Brasileira.
Deu menos de um minuto e o telejornal começou a falar sobre o mesmo assunto. Meu pai entortou a boca e não falou uma palavra. O olhar era de reprovação ao que assistia. O discurso dos ministros era inspirador. Cada palavra enchia meu peito de alegria, mas eu não pude expressar nem a metade do que eu sentia naquele momento. Me conformei com um sorriso largo no rosto e algumas palavras de apoio às vozes que eu ouvia saindo da televisão. Minha mãe me olhou com os olhos arregalados, como quem implora para eu calar a boca. Eu obedeci.
Minha vontade era de sair pulando, gritando para todos os lados que agora eu poderia demonstrar o carinho e o amor que sinto por uma pessoa e ser reconhecida pelo Estado. Pode não parecer grande coisa, mas quando um homem e uma mulher se amam tanto a ponto de acreditarem que vão ficar juntos até o fim da vida, eles se casam. E por isso são mais respeitados pela família e reconhecidos por todos em volta: estão em um relacionamento sério. Ele tem suas responsabilidades e ela tem as dela. Estão formando uma nova família juntos.
Porém, quando se é homossexual o máximo que se poderia fazer é juntar as escovas de dente e morar de baixo do mesmo teto. Os vizinhos tentariam se convencer de que somos grandes amigas ou primas, irmãs e ao responder a pergunta de algum desses vizinhos sobre qual o nível de parentesco a resposta seria "não somos parentes, somos namoradas", bem... o pensamento é de que vai acabar logo, é um amor de juventude ou até mesmo nojo. Ou ainda "elas não acharam o homem certo para elas". Eu sei porque já ouvi isso dentro da minha própria casa e de pessoas que pensei que teriam a cabeça tão "aberta" quanto a minha.
O que eu estou querendo dizer é que essa possibilidade que foi aberta, essa luz no fim do túnel, veio principalmente para ajudar a desmarginalizar uma parte da sociedade que pode até ser minoria, mas que é muito expressiva e sofre muito preconceito. Eu posso falar do meu lado: o de mulher, com 20 e poucos anos e homossexual em um relacionamento sério. Nunca vi um homem mexer com a namorada/esposa de um cara que esteja passando na rua. Juro, nunca vi. Em contra partida é só eu dar as mãos para a minha namorada que aparece um idiota para largar uma letrinha. Se não para ridicularizar uma, "elogiar" a outra de maneira desconcertante.
Eu acredito que a partir de agora possa haver uma mudança de comportamento e olhar das pessoas que não convivem com homossexuais. Meu sobrinho de 8 anos encara com naturalidade o fato de uma menina ser a namorada da tia dele. Por que homens e mulheres, jovens, adultos, idosos não podem fazer o mesmo? Reconhecer que existe amor e que, sim, é possível construir uma família com uma pessoa do mesmo sexo.
Esse é o meu recado e o meu depoimento. Abaixo deixo um vídeo que a Record produziu e transmitiu ao vivo para o sul do Brasil com a participação da pedagoga Cláudia Penalvo, da ONG Somos, e a mãe do jornalista Alexadre Böer, a dona de casa Marisa Böer. Vale a pena assistir.
A tristeza é um sentimento bem presente. Pelo menos, na minha vida é. Nem sempre foi assim. Já desconheci esse sentimento. Ou não o conhecia tão profundamente. É difícil senti-lo, envolve e aperta o coração. Normalmente vem acompanhado de lembranças.
No ano passado eu sofri uma perda muito grande. Foi em março, ainda era calor e eu mal olhei nos olhos dela. Lembro que naquele fim de semana eu e ela saímos e nos divertimos muito! Eu ri, conversei, abracei, bebi demais... nossa! Demais.
Não voltei para casa. Nem levei ela na casa dela. Deixei sob os cuidados do meu melhor amigo, que a entregou sã e salva. Lembro de ter respirado fundo ao constatar isso. Acho que era alívio e remorso por não te-la deixado em casa junto com ele.
Segunda-feira
Ela saiu da aula e veio até a minha sala entregar umas coisas que eu tinha emprestado. Fiquei horas tentado convencê-la a me esperar, mas o argumento dela me venceu e, convenhamos, era muito bom! Ela precisava ir pra casa porque tinha pizza! Eu ri.
Menos de 24 horas... Foi o suficiente para eu conhecer a tristeza. Ela se foi.
Uma dica: Diga todos os dias "eu te amo".
quinta-feira, 14 de abril de 2011
A saudade é o pior sentimento que existe. É o mais teimoso e insistente de todos possíveis.
As vezes eu falo demais. Acredito ser o meu defeito mais cruel. E também é mais forte que eu. As palavras vem a mente de uma forma que a boca não deixa o cérebro filtrar.
Peço desculpas.
Realmente tenho as minhas aflições.... mas ninguém tem nada a ver com isso, certo? Pouco a pouco vou aprendendo a não descontar nos outros as minhas angústias. Refletir nem sempre é a melhor forma. Prefiro esquecer.
Eu sei que sempre vale a pena lutar pelo que a gente acredita. Clichê, admito, mas é a mais pura verdade. Eu acreditei na gente desde o começo e não vai ser agora que vou desistir. Passamos por tantas coisas... Boas e ruins, mas que fique as boas como mérito e os deméritos... a lição.
É impossível negar que penso em ti todos os dias...mas também é difícil admitir que é a única coisa que me resta. A falta que tu faz é incomparável e garanto que tu nunca imaginou que isso pudesse acontecer. Sempre foi tão tímida e de auto-estima baixa. Eu nunca entendi por que. Tu foi uma pessoa maravilhosa, encantava a todos que tiveram o prazer de te conhecer.
Esse mês foi difícil. Sonhei coisas estranhas todos os dias. Acho que era ansiedade para ver se algo ruim aconteceria de novo ou se o tempo passaria despercebido como aconteceu nos 20 anos anteriores ao ano passado. Bem, passou... mas não despercebido. A tua ausência fez toda a diferença.
O ano passado inteiro pareceu que tu só estava viajando. Tirando uns dias de folga de toda essa locura que se alastrou na vida de quem te ama. Mas daí chegou o verão, e as férias...e a saudade aumentou. O teu silêncio é o que mais me incomoda. As aulas recomeçaram e ainda penso em te ligar toda vez que tomo o rumo da faculdade.
Porém, cada vez que me dou conta de que não posso mais te alcançar prefiro pensar que tu estás num lugar melhor. E realmente acho que tu não fazia parte desse mundo. Eram muitas qualidades raras numa pessoa só. Tu foi e é especial na minha vida. Te amo mais a cada dia que passa. Te sinto mais perto a cada tranqueira que aparece na minha vida e penso em ti toda vez que alguma coisa boa acontece. Chego a conclusão de que tu ia adorar presenciar tudo isso! Garanto que estás, certo? Te rindo de tudo e cobiçando um computador com uma super banda larga.
Por mais que tenham te tirado de perto da gente fisicamente, não tem como arrancarem as memórias que tu proporcionou à cada um de nós. Guardo todas elas com muito carinho. Mas sigo tentando te encontrar pelas ruas da cidade.
Além de tudo ela me conforta... me abraça durante a noite, adivinhando o aperto que o pesadelo causa no meu peito.
É uma faca de dois gumes: horas me beija, noutras me deixa, mas sempre volta! E convenhamos, essa é a melhor parte...
Reconquistar a cada olhar. Sentir um frio na barriga cada vez que uma mão tocar na outra... São coisas insubstituíveis e que não se pode deixar que se perca ao longo dos anos.
Sinto o peso do compromisso nos meus dedos. O teu cheiro me convida a ficar por mais uns minutos. Tuas palavras arrancam sorrisos e fixam meus olhos nos teus.
É lindo ver como as coisas sempre acontecem de maneira mágica. Leve. Flui da alma e o corpo responde.
Parece que estou lendo um conto de fadas ao recordar momentos que passamos juntas.
Recordar só não é melhor que viver, mas o que seria de nós sem as memórias que tanto cultivamos, certo?
quarta-feira, 9 de março de 2011
Tem coisas que eu guardo para ter certeza de que o passado não foi fruto da minha imaginação. Ele realmente aconteceu.
É fácil comigo. É embriagante o cheiro, o toque, o olhar dela. Qualquer mensão de que me queira já atiça meu libido. É mais forte que eu. Me encontro deitada assistindo àquilo que ela faz comigo. Sem reagir. Sem nem se quer pensar em reagir.
Impossível não fantasiar com essa mulher. Se eu não soubesse, com certeza imploraria para descobrir do que ela capaz . As mãos, o jeito que tira minha roupa falando tudo o que quer fazer comigo me arrepia os pelos da nuca.
Qualquer pedido é ignorado. Não adianta, ela faz o que quer, o que bem entende. Nada a impede. E não estou reclamando. É ótimo, gostoso.
Ou melhor, ela é gostosa. Seios perfeitos, boca convidativa, não precisa nem me tocar para o meu corpo responder às provocações dela.
Foi assim no jantar. Todos em volta desconfiavam da nossa relação mais do que amigável, mas ninguém perguntou nada. Medo da verdade ou simplesmente pelo prazer de imaginar a situação ficando mais quente. Íntima entre nós duas. Não me importa. A única coisa que sei é que agora estamos só eu e ela. E daqui não sairemos tão cedo.
” Enquanto fores minha e eu tua, mais perto do amor verdadeiro chegaremos ”
Não é a dúvida que me incomoda... é essa irregularidade dentro de mim. O lado inquieto que não me deixa parar por muito tempo. Parece que achando a estabilidade meu cérebro desenvolve uma alergia, pede uma mudança drástica, e completamente desnecessária (dependendo do ponto de vista), que só servirá para tumultuar a vida de quem convive comigo e complicar a situação entre as minhas relações.
Mas uma coisa eu sei: isso passa. E rápido, pelo que venho observado nesses últimos anos. É a dificuldade diante dos meus olhos que faz eu querer mudar tudo, traçar outro caminho e começar do zero. Não posso deixar esse sentimento tomar conta de mim dessa vez. A última mudança foi forçada, dolorosa e até hoje não foi superada, por esse motivo preciso seguir em frente. E vou seguir em frente, absorver o que possa ser relevante.
Eu gosto do meu cabelo. Aliás, cortei ele semana passada. Estava muito cumprido, era difícil de lavar, cuidar... Essas coisas, sabe?! Também preciso salvar uma graninha pra comprar maquiagem nova esse mês. Fico toda empolgada quando acho coisas legais desse tipo: delineadores, sombras, rimel... Ahhh, não sabe o que é isso?! Certo, assunto de menina....
Também tenho que marcar horário no cabeleireiro! Sexta tem uma festança! É aniversário da Joana, minha melhor amiga, está sempre comigo pra lá e pra cá. Fazemos tudo juntas. Tem gente que diz por ai que somos mais que amigas, mas eu não dou bola. Até minha mãe já veio perguntar se eu estava com algum problema,...que ideia... eu, heim! Grande coisa que falam de mim pelas minhas costas e também, se ela fosse alguma coisa além de ser minha amiga, ninguém teria nada a ver com isso.
Será que parecemos tão íntimas assim?! Ela é realmente uma gracinha. Delicada, linda, olhar doce, voz suave, nos conhecemos desde os 13 anos. Sempre me senti muito próxima dela, me ouvia e compartilhávamos das mesmas aflições na adolescência. Teve um dia que um menino chegou para dar em cima dela na balada, acho que foi uma das primeiras que fomos sozinhas, e ela veio pro meu lado dizendo que não queria falar com o moleque, que queria que eu mandasse ele partir pra outra. Damos risada desse episódio até hoje! O menino saiu olhando pra mim, com as mãos pro alto, na altura do peito, e dizendo "desculpa ae, casal".
Aliás, nunca vi ela ficando com menino nenhum nas festas que vamos. Estranho isso, só percebi agora conversando com vocês. Ela sempre fica me olhando com uma cara emburrada quando um menino se aproxima. E meu antigo namorado não gostava muito dela, bem por isso terminamos, ele não gostou quando, numa noite que a Joana veio dormir aqui em casa, preferi colocar ele no sofá e ela dormiu comigo na cama. Idiota. Nunca gostei dele mesmo, era bonitinho, mas nunca morri de amores. Entretanto acho que não conseguiria viver sem Joana. Alegra meu dia quando saímos juntas, quando ela liga, manda mensagem.
Bobagem. Melhor deixar isso pra lá... Parar de pensar nisso! E também preciso correr para fazer tudo o que ainda falta pra festa surpresa da Jo. Convidei toda a turma e ainda falta mandar email para uma galera! Bora agilizar mais preparativos. Beijos! Até mais.
Ainda existe uma dor dentro de mim,
algo que não se desprende do meu peito
mas que só se manifesta momentaneamente,
e muito de vez em quando.
Vem lá do fundo do poço do esquecimento
e emerge feito uma boia que estava presa no fundo das águas gélidas dos sentimentos mais profundos que ninguém deseja reviver.
Entretanto, meu coração não se entrega,
não desiste e se concentra no que é mais importante...
Nos sentimentos que valem a pena e que
colocam sorrisos no meu rosto.
Eu e você
O jeito que me sinto ao teu lado é único
é algo que vem de dentro e transcende a pele.
Teu cheiro, minha mão no teu rosto
Te quero sempre por perto, bem perto...
Fico feliz ao perceber que te importas
Me beija de perto e me olha de longe
Vem carinhosa, deita ao meu lado
abraça, se aconchega...
Sinto meus olhos fechando, tranquila...
Segura de que ninguém poderá tirar esse momento de mim.
Está tudo guardado..
Sempre esteve guardado... a sete chaves.
As vezes eu não consigo me sentir confortável.
Observada, apontada, julgada...
É difícil achar alguém disposto a ouvir...
A maioria se afasta....
Chegam olhando torto
Prestam atenção nos trejeitos, nos detalhes
Quando eu falo olham fixamente nos meus olhos
Aos poucos relaxam
Enxergam alguém de verdade... escutam o que eu digo.
Mas isso as vezes demora....
ou simplesmente não acontece.
Me olhando do outro lado da rua
quase não me reconheço
olhando de dentro pra fora parece bom
parece quase normal...
FUCKING NORMAL
Estereótipo são ligados a mim o tempo inteiro
não sei mais se sou o que sou ou o que querem que eu seja.
Minha mãe vive me corrigindo, dizendo que estou errada
mas não vejo nada fora do lugar. Me enxergo por inteira.
Tenho me observado a cada passo
me policiado todas as horas do dia
a procura dessa resposta...
Decidi parar.
Cansei de me cuidar...
ou melhor, cansei de cuidar para agradar e poupar os outros.
Lidem comigo ...
Cansei de assistir. Sou exatamente o que estão vendo.